31 de out. de 2009

IAP e Força Verde juntos na fiscalização à piracema

Amantes da pesca têm prazo somente até hoje para exercer livremente a atividade de lazer ou mesmo profissional, uma vez que inicia amanhã, 1º de novembro e segue até 28 de fevereiro o período da piracema.
Durante este período, a prática da pesca fica bastante restrita, pois existe a necessidade de se preservarem os recursos pesqueiros da nossa região.
Na bacia do Rio Paraná, na qual se englobam todos os rios, lagoas e lagos artificiais da nossa região, poderá ser exercida a pesca somente no lago da Usina Hidroelétrica de Itaipu, nas modalidades embarcada e desembarcada. Para poder realizar a pesca é necessário estar de posse da carteirinha de pescador amador ou profissional.
Somente poderão ser usado linhas de mão, caniço e varas com molinetes ou carretilhas, ficando proibido o uso de redes, espinheis, tarrafas, anzóis de galho, joão-bobo ou boia-louca, fisgas, lanças, bicheiros, bem como a pesca subaquática.
Poderão ser usadas iscas artificiais e naturais, mas só poderão ser utilizados como iscas vivas peixes oriundos de criadores, acompanhados de nota fiscal ou nota de produtor rural.
Somente poderão ser capturados o tucunaré, a corvina, o apaiari (oscar), a tilápia, as carpas, os bagres africanos, a piranha preta, o black-bass, sendo que todos estes são peixes exóticos ou alóctones, cabe salientar que está proibido a pesca do piauçu.
O pescador profissional poderá capturar qualquer quantidade dos peixes acima mencionados, e o pescador amador poderá capturar e transportar somente dez quilos mais um exemplar.
Peixes oriundos de outros estados e países devem vir acompanhados de comprovante de origem, tal documento deve ser solicitado no local onde for efetuado a pesca, e emitido por órgão federal, estadual, municipal, colônia de pescadores ou pescador profissional devidamente registrado para tanto..
Fica fixado o segundo dia útil após o inicio da piracema para declaração de estoque junto ao IBAMA ou ao IAP dos estoques de peixes provenientes de águas continentais, armazenados por pescadores profissionais, colônias de pescadores, frigoríficos, peixarias, hotéis, restaurantes, mercados e supermercados.
O cabo Célio Vogt, da Polícia Ambiental – Força Verde de Toledo, destaca ainda a fiscalização será intensa mesmo nos rios menores. “Estaremos atuando em todos os rios da região, nossa meta é a preservação do meio ambiente”, finalizou o cabo Vogt.
De acordo com o coordenador estadual de Pesca e Aquicultura da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, engenheiro de pesca Taciano César Maranhão, fica proibida toda modalidade de pesca em rio. Segundo ele, existem perspectivas muito positivas com relação à reprodução de peixes durante o período desta piracema, em razão da grande quantidade de chuvas nas cabeceiras dos rios.

Segunda etapa de vacinação contra febre aftosa tem início segunda-feira



Começa nessa próxima segunda-feira (1º) e tem seu término no dia 30 de novembro a segunda etapa da campanha estadual de vacinação contra febre aftosa no rebanho de bovinos e bubalinos do Paraná. Dessa vez a vacinação é para todo o rebanho. Todos os animais, independente da idade devem ser obrigatoriamente vacinados. A falta de vacinação ou de comprovação da vacina implica em multa de R$ 87,27 por cabeça não-vacinada, além de não poder transportar seus animais para qualquer finalidade.
Na primeira etapa da campanha, realizada em maio deste ano, foram vacinados somente animais de 0 a 24 meses. A expectativa do Departamento de Fiscalização e da Defesa Agropecuária (Defis), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, é que seja superado o índice de novembro de 2008, quando 98,23% do rebanho estadual foi vacinado 9.465.824 cabeças, das 9.636.726 bovinos e bubalinos cadastrados junto à Secretaria.
Na unidade da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de Assis Chateaubriand, que atende os municípios de Tupãssi, Formosa do Oeste, Jesuítas e Iracema de do Oeste, conta com um rebanho de aproximadamente 45 mil cabeças.
BOX
Relação de bovinos por cidades da unidade de Assis Chateaubriand
Assis Chateaubriand – 15 mil
Tupãssi – 6 mil
Formosa do Oeste – 14 mil
Jesuítas – 8 mil
Iracema do Oeste – 2 mil
As vacinas estarão disponíveis nas lojas agropecuárias a partir da próxima semana, com um custo médio de R$ 1,30 a dose.
O veterinário da Unidade de Assis, Alexandre Santos Alves, informa a todos os agropecuaristas que procurem as lojas veterinárias o quanto antes. Alexandre diz que os pequenos agropecuaristas podem comprar as vacinas em conjunto, desde que os mesmo façam seus relatórios e entreguem na SEAB separadamente. “Quem optar em comprar em conjunto tem que cuidar com o armazenamento da vacina, o local indicado é na geladeira na repartição de verduras”, finaliza o veterinário.

23 de out. de 2009

Chuvas atrasam plantio da soja na região



As chuvas que caíram nas últimas semanas, foram quase o dobro do esperado para o mês inteiro. Em Palotina a média para o mês de outubro era de 180 mm, mas as chuvas marcaram 287,6mm, um aumento de quase 60%. Já em Assis Chateaubriand, o maior produtor de grãos do Paraná, a situação é ainda mais crítica, choveu quase 66% a mais que o previsto. A média que também era de 180 mm, foi superada por 298,7mm. Todas essas chuvas acabaram acarretando danos aos agricultores.
Segundo o engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural, DERAL, Maurício Lunardon, o principal prejuízo que o produtor terá é a questão de plantio mesmo. “O atraso no plantio de soja, poderá repercutir lá na safrinha, pois também atrasará”, disse Maurício. De acordo com ele ainda, o solo não está tendo tempo de secar e acaba chovendo de novo. “Para a semana que vem, estima-se um aumento de temperatura, chegando a 33ºC e sol todos os dias, isso ajudará secar o solo, e o plantio de forma geral será efetivado”, relata Maurício.
Na região, alguns produtores perderam todo o grão plantando, tendo que replantar toda a lavoura. Dessa forma, porém, a qualidade do grão continuará boa, sem ter mais prejuízos depois na venda da safra.
A região atendida pelo DERAL de Toledo, compreendida pelos municípios de Assis Chateaubriand, Entre Rios do Oeste, Formosa do Oeste, Guaíra, Iracema do Oeste, Jesuítas, Marechal Cândido Rondon, Maripá, Mercedes, Nova Santa Rosa, Ouro Verde do Oeste, Palotina, Pato Bragado, Quatro Pontes, Santa Helena, São José das Palmeiras, São Pedro do Iguaçu, Terra Roxa, Toledo, Tupãssi, estima um aumento de 3% na área plantada. Na safra 2008/2009 a área plantada nesses municípios foi de 442 mil hectares. Para a safra 2009/2010, mesmo com essas chuvas, espera-se plantar 453 mil hectares, 220 mil destes, já se encontram plantados, quase 50%. A produção também deve ser recorde, estima-se 1.380.000,00 toneladas do produto.

Municípios da região oeste receberam R$ 6 milhões para repor perdas

A União repassou na última segunda-feira (19), R$ 904.925.735,42 aos municípios brasileiros. Os recursos fazem parte do programa de Apoio Financeiro aos Municípios (AFM). Do total liberado para a complementação referente às perdas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), R$ 51.975.497,00 foram destinados aos municípios paranaenses. Estes valores fazem parte do segundo AFM no valor de R$ 1 bilhão liberado pelo governo para repor a queda nas arrecadações municipais nos meses de julho e agosto deste ano em relação ao de 2008. Para o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, esses recursos ajudam os gestores a saírem do sufoco em que se encontram. “Esse R$ 1 bilhão alivia em parte a dramática situação da quase totalidade dos municípios brasileiros” informa o dirigente da entidade. De acordo com levantamento da CNM, 343 Municípios – 6,2% – não devem receber a complementação. Na região Oeste, por exemplo, Santa Helena e Cafelândia ficaram de fora do repasse do governo federal. Os outros 5.221 – 93,8% – vão receber regularmente. O motivo pelo qual mais de 300 municípios não vão receber o AFM é devido às regras estabelecidas no projeto de lei 62/2009. Segundo texto do projeto, o apoio foi aprovado para garantir o mesmo repasse enviado em 2008 para os municípios. Portanto, aqueles entes que não apresentaram diferenças entre julho e agosto de 2008 e 2009 não têm direito às verbas.
AFM
O AFM é resultado da luta da Confederação para que o governo reponha as perdas com o FPM, decorridas após a redução do Imposto sobre Produtos Industriados (IPI) e no Imposto de Renda (IR) – base de cálculo do FPM –, causados pela crise econômica mundial e pela restituição do IR.
Paulo Ziulkoski ressalta que a Confederação iniciou reivindicação para garantir a complementação do mês de setembro. “Queremos que o governo cumpra com a promessa feita na Marcha de não deixar os Municípios sem os recursos previstos no início do ano, quando não se falava em crise econômica”, finaliza.

Mais de 6 mi para o oeste
Os 51 municípios do Oeste do Paraná receberam R$6.381.688,00 do AFM, segundo dados disponíveis ontem no site da Confederação Nacional dos Municípios. Cascavel e Foz, cidades mais populosas da região, receberam R$ 648.785,00 cada. Ficaram de fora da lista Santa Helena e Cafelândia.

Valores repassados ao municípios da região.
Assis Chateaubriand – R$ 239.818,00
Palotina – R$ 209.841,00
Nova Aurora – R$ 119.909,00
Jesuítas – R$ 89.932,00
Formosa do Oeste – R$ 89.932,00
Brasilândia do Sul – R$ 89.932,00
Tupãssi – R$ 89.932,00
Iracema do Oeste – R$ 89.932,00

10 de out. de 2009

Superlotação PREOCUPA delegacia de Assis Chateaubriand


A 48ª DRP, Delegacia Regional de Polícia, de Assis Chateaubriand está com até três vezes mais presos do que a capacidade tolerável. Segundo dados repassados pela própria polícia, a delegacia conta com 72 detentos, sendo 57 homens, nos quais 26 já estão condenados, e 15 mulheres, destas 4 condenadas. A capacidade da delegacia é de 24 detentos.
Em 80% dos casos, os detentos são acusados de tráfico de drogas. A maioria não tem advogado ou foi “abandonado” pelos defensores. Desse modo, esperam meses por uma audiência com o juiz. Sem audiências, permanecem presos e aglomeram-se com outros detentos, que chegam diariamente.
 No verão, proliferam os problemas de pele, como a sarna e alergias. No inverno, gripes e resfriados são comuns.
A 48ª DRP conta com nove celas, sendo uma destinada as detentas femininas. As celas em torno de 2,5m por 2,5m são pequenas para abrigar o número de detentos. Os detentos são obrigados a dormir no chão, e em forma de revesamento.
A situação se complica ainda mais, nos dias de visita, principalmente na cela feminina, quando recebem a visita de familiares, em aproximadamente oito metros quadrados.
A reportagem do Jornal Gazeta Independente ouviu alguns detentos os quais além de reclamarem da super lotação, estão insatisfeitos com o atendimento médico, que seria necessário pelo menos uma vez por mês. A falta de medicamentos e a falta de espaço para o “banho de sol”, onde os detentos possam se exercitarem, foi outro problema levantado.
Os 72 detentos fazem revezamento para dormir, um dos detentos contou que em algumas celas dormem todos amontoados.”Falta colchões, e muitas vezes temos que dormir no piso mesmo”, finaliza o detento.
Em muitas celas a parte hidráulica e elétrica preocupa, colocando até mesmo a integridade física dos detentos em risco.
Outra situação que preocupa e deixa a delegacia super lotada é a demora nos processos judiciais. “Muitos aqui poderiam estarem livres, mais como não temos advogados aguardamos mais que o necessário”, diz um dos presos.
O problema ainda é maior na cela feminina, onde não há entrada de luz agravando ainda mais os problemas de saúde já citados. As detentas ainda contam que dividem a “jeca”, cama. “Fazemos sistema de revezamento, entre cama e chão”, declarou a detenta.

Soluções
Está programado para o fim do ano a construção de quatro celas, com capacidade total de 48 presos. Já está sendo construída celas para abrigar menores infratores.
Novos policiais foram solicitados juntos a Secretaria de Segurança Pública, e devem chegar nos próximos dias, diz o delegado Danilo Zarlenga Crispim.
O delegado ainda diz que com as novas celas o problema da superlotação pode ser amenizado. Destaca ainda que os pedidos de transferências são feitos junto ao judiciário, e tem que se esperar vagas nos presídios.
Mesmo com o número excessivos de presos Crispim afirma que a há uma certa tranquilidade na delegacia, lembra ainda que a última rebelião faz mais de um ano. “Trabalhamos forte para que a ordem prevaleça” destacou.
A delegacia conta com três investigadores, dois carcereiros e dois estagiários, além do delegado e da escrivã.

4 de out. de 2009

Agências continuam fechadas


As cinco agências bancárias do município chateaubriandense, continuam de portas fechadas para atendimento ao público. Bancários estão com os braços cruzados desde o dia 24 de setembro. As exigências são para reposição salarial, contratações de mais funcionários, plano de saúde, participação nos lucros, melhores condições de trabalho e proteção de emprego.
Até a tarde de ontem (2), sindicatos da classe e banqueiros não tinham chegado a um acordo. Os autos atendimentos ainda funcionam normalmente. Pagamentos de boletos, contas de energia, água entre outras, estão sendo paga nas casas lotéricas, gerando filas aos usuários.Para a Presidente do Sindicato dos Bancários de Assis Chateaubriand, Ana Paula Lorini, a greve deve continuar. “Não vamos ceder até conseguirmos nossos objetivos”, conclui.
Agências cooperativas continuam com o atendimento normal.

Fim da redução do IPI anima revendas de usados


Com o fim da redução no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), garagistas e representantes de revendedores usados esperam superar o fracasso das vendas nos meses anteriores.
Enquanto as indústrias automobilísticas, e as concessionárias se preocupam com uma possível crise nas vendas de veículos zero quilômetros, os representantes de usados aguardam o fim da crise, e esperam um aquecimento significativo nas vendas de usados.
Cézar Machado, proprietário da Automóveis e Negócios Veículos, de Assis Chateaubriand, afirma que, no início, a redução foi ruim, porque a crise econômica mundial veio ao mesmo tempo, causando uma redução nas vendas de até 80% nas vendas. Cézar diz que teve que reduzir em alguns veículos até R$ 6.000,00. De uma média de trinta veículos vendidos por mês, esse número chegou a despencar pra dois apenas. Há sete anos atuando no ramo Cézar afirma não ter passado por dificuldades como essa. Mais o pior já passou, com o fim da redução do IPI, e também com a proximidade do fim do ano, as vendas tendem a voltar à normalidade. “Estamos confiantes em uma recuperação”, declara.
Para o empresário Tiago de Almeida Batista, da União Veículos de Palotina, os estoques tiveram uma desvalorização. “Compramos veículos com preços superiores aos atuais, e com a queda nas vendas tivemos que vender algumas unidades por valores bem inferiores.” Os valores tiveram uma redução de até 20%.
Tiago acredita que voltando o IPI, as vendas dos usados possam reagir, destaca.
Cleverson Campanha, proprietário da Cleverson Garagem, afirma que a queda no início da redução foi significativa. Tivemos que reduzir nossos preços, e se adequar a situação do momento. Cleverson destaca que já houve uma melhora nas vendas, e que com o fim da redução do IPI as vendas tendem a normalizar.